Sem garantia de direitos

Sem garantia de preservação de direitos durante a terceira rodada de negociação

Representantes da Caixa não apresentam respostas e nem garantiram os direitos dos empregados durante a terceira rodada de negociação, que tratou sobre Saúde Caixa e Funcef. A reunião foi realizada nesta quinta-feira (26), em Brasília (DF). As rodadas anteriores ocorreram nos dias 13 e 20 e a próxima será no dia 2 de agosto, quando serão debatidos: PLR, fim do descomissionamento de gestantes e Saúde Caixa.

Na terceira mesa de negociação foram discutidos Funcef e Saúde Caixa, dentro da Campanha Nacional 2018. A direção do banco negou a manutenção da atual forma de custeio e cobertura do plano de saúde dos empregados e reforçou que seguirá a resolução 23 da CGPAR, o que significa o fim do plano para aposentados e para o grupo familiar. A resolução poderá tornar o  Saúde Caixa financeiramente insustentável. Ou seja, o Governo quer impor o fim do plano.

A resolução 23 da CGPAR ameaça o princípio da solidariedade do Saúde Caixa, que garante o mesmo percentual de coparticipação e valor de mensalidade a todos os empregados, independentemente da idade e do tempo de banco; abrangência sobre o grupo familiar da assistência e a cobrança de acordo com as faixas etárias; e a garantia do convênio para os aposentados.

Funcef

A revisão da metodologia de equacionamento do REG/Replan foi cobrada durante a terceira rodada de negociação. A Caixa alegou que se pauta por estudos sobre o tema. A CEE/Caixa cobrou que a direção do banco aceite debater essa questão com os empregados a fim de encontrar solução para o equacionamento. Também foi reivindicado que a Caixa assuma sua responsabilidade sobre o contencioso da fundação. A resposta da direção do banco foi que: Se pautará pelas decisões judiciais e por eventuais mudanças na legislação.
PLR e PLR Social

No dia 2 de agosto, além do fim do descomissionamento de gestantes e garantias contra as ameaças embarcadas na nova lei trabalhista, também voltarão a ser debatidas as sérias ameaças que pairam sobre a PLR dos empregados. O tema  será rediscutido porque a direção do banco não garantiu o pagamento da PLR social e ainda determinou – por meio de decisão do Conselho de Administração – que a distribuição da PLR será limitada a 25% do valor pago ao Tesouro na forma de dividendos, o que representa  25% do lucro líquido do banco. Desse modo, o valor distribuído aos empregados teria o teto de 6,25% do lucro líquido do banco.

saúde caixa

Durante a negociação, representantes dos empregados cobraram a manutenção do Saúde Caixa nos moldes atuais

Foto: Fenae

 

Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo.

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